
EU SOU MINHA PRÓPRIA MULHER
Edwin Luisi estreia no Teatro FAAP em São Paulo dia 11 de setembro em temporada até 29 de novembro montagem da peça “Eu Sou Minha Própria Mulher”
Texto de Doug Wright
Direção de Herson Capri
Dezoito anos depois do enorme sucesso de crítica e público, o ator volta a contar a
história da travesti alemã Charlotte von Mahlsdorf (1928-2002), que durante e após
o nazismo sobreviveu à perseguição, ao preconceito e à violência. Guardiã da
memória, criou um museu de antiguidades e manteve um cabaré LGTBQIA clandestino
que se tornou espaço de resistência cultural e afetiva.
A peça, que na sua primeira montagem rendeu a Edwin Luisi os prêmios Shell e
APTR de Melhor Ator, além do Prêmio Faz Diferença do Jornal O Globo, discute temas
ainda mais atuais nos dias de hoje, como a LGBTfobia e o totalitarismo.“Eu Sou Minha Própria Mulher” é um dos maiores sucessos do teatro contemporâneo brasileiro.
Com texto (vencedor do Prêmio Pullitzer) do dramaturgo texano Doug Wright, o solo
consagrou-se como um marco na longa carreira de Edwin Luisi, que acumula dezenas de peças, pelas quais já ganhou os prêmios Shell, Mambembe, APCA, APTR, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Quality Brasil de Melhor Ator.
Na TV, entre seus quase 50 trabalhos, Edwin ficou mundialmente conhecido ao viver Álvaro, par romântico de Lucelia Santos na emblemática novela “Escrava Isaura”
, de Gilberto Braga. Esteve ainda em outros trabalhos marcantes como “O Astro”, “Dona Beja”, “Mulheres de Areia”, “Sinhá Moça”, “Por Amor”, “Paraíso Tropical”, e mais
recentemente em “A Lei do Amor” e “Família É Tudo”, entre outros.
“Eu Sou Minha Própria Mulher” volta aos palcos em nova montagem, que preserva sua essência original e dialoga diretamente com o presente. Em tempos em que questões de identidade, liberdade individual, intolerância e resistência seguem urgentes, a obra reafirma seu caráter atemporal e necessário. A peça é um convite à empatia, à reflexão sobre identidade e à celebração da coragem de existir.Em cena, Edwin dá vida a vinte personagens para narrar a trajetória real e extraordinária de Charlotte von Mahlsdorf (1928-2002), uma figura histórica que atravessou alguns dos períodos mais sombrios do século XX mantendo viva sua identidade, sua memória e sua liberdade de ser.
Baseado em uma série de entrevistas concedidas por Charlotte ao autor Doug Wright, o espetáculo busca não apenas retratar uma trajetória individual, mas iluminar os mecanismos de opressão e, sobretudo, a força da resistência. Charlotte não é apresentada como heroína clássica, mas como alguém que escolheu existir plenamente, mesmo quando o mundo insistia em negá-la.
SINOPSE
A peça conta a história verídica de Charlotte von Mahlsdorf, nascida em 1928, uma figura comovente, alegre e absolutamente singular. Charlotte viveu toda a sua vida
vestindo longas saias e colares de pérolas, assumindo sua identidade feminina em meio a um dos períodos mais violentos e repressivos da história europeia.
Nascida Lothar Berfelde, Charlotte atravessou o nazismo e, posteriormente, o regime comunista da Alemanha Oriental, sobrevivendo à perseguição, ao preconceito e à violência.
Guardiã da memória, ela criou um museu de antiguidades e manteve um cabaré clandestino que se tornou espaço de resistência cultural e afetiva.
Sozinho em cena, Edwin Luisi dá vida a mais de vinte personagens que cruzam a trajetória de Charlotte, sem recorrer a truques ou artifícios. Apenas ator, texto e
presença. Um exercício magistral de interpretação, humanidade e coragem.
A MONTAGEM
Sozinho em cena, Edwin Luisi dá vida a mais de vinte personagens que cruzam a trajetória de Charlotte sem recorrer a artifícios, valendo-se basicamente do texto e de sua interpretação.
"Tive de buscar vozes, tipos, tiques, características próprias de cada um", conta o ator.
À época, a crítica Barbara Heliodora escreveu: "Edwin Luisi tem um trabalho de alta categoria, cujo maior mérito é a justa medida de tom e gesto nas incontáveis composições que chegam ao requinte de variar sotaques, falar bom e mau alemão"
.
No Jornal do Brasil, Macksen Luiz escreveu que “o ator escapa das armadilhas caricaturais de criar um travesti, destacando o detalhamento corporal e vocal da interpretação”.
ARGUMENTO
Baseado em uma série de entrevistas concedidas por Charlotte ao autor Doug Wright, o espetáculo constrói um mosaico humano poderoso, onde memória, identidade, política e afeto se entrelaçam.
A narrativa não busca apenas retratar uma trajetória individual, mas iluminar os mecanismos de opressão e, sobretudo, a força da resistência íntima. Charlotte não é apresentada como heroína clássica, mas como alguém que escolheu existir plenamente, mesmo quando o mundo insistia em negá-la.
A encenação aposta na força da palavra e na excelência interpretativa como centro da experiência teatral. O público é conduzido por uma montanha-russa emocional que transita entre humor, dor, ternura e reflexão profunda.
É um espetáculo que emociona, provoca e permanece.
RELEVÂNCIA ARTÍSTICA E HISTÓRICA
* Espetáculo premiado e consagrado pela crítica
• Texto vencedor do Prêmio Pulitzer de Teatro
• Edwin Luisi vencedor dos principais prêmios de Melhor Ator, incluindo:
Prêmio Shell de Teatro
Prêmio APTR de Teatro
Prêmio Faz Diferença – O Globo
entre outros reconhecimentos da crítica especializada
• Tema de extrema atualidade e relevância social • Potencial para debates, ações
educativas e formação de públicoEDWIN LUISI É formado pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo, e dedicou-se também aos estudos de História da Arte. Tem uma vasta carreira teatral, destacando-se em peças como "Ninguém Dirá Que É Tarde Demais", ao lado de Arlete Salles, "Amadeus", "Tome Conta de Amélie", "À Margem da Vida", "Tango Bolero e Chá Chá Chá", “Eu Sou Minha Própria Mulher”.
Ele também atuou em "Os Executivos", "A Resistência", "Freud no Distante País da Alma", "Nossas Mulheres", entre muitas outras, sendo premiado diversas vezes por
suas atuações.
No cinema, atuou em “O Judeu”, Aleijadinho”, entre outros longas. Brilhou nos palcos no musical“Barbaridade”, com texto chancelado por Luís FernandoVerissimo, Ziraldo e Zuenir Ventura.
Na TV, sua estreia aconteceu na TV Tupi, em “Camomila e bem-me-quer”. Pouco depois, em 1977, ficou conhecido por interpretar o galã Álvaro, no sucesso “Escrava Isaura”.
Ao longo desses anos, Edwin Luisi agregou a sua trajetória outros importantes trabalhos em telenovelas.
Passou pela Manchete, pela Record, pelo SBT e pela TV Globo, na qual a mais recente atuação foi na novela “Família É Tudo”.
CHARLOTTE VON MAHLSDORF Charlotte von Mahlsdorf é reverenciada como pioneira na luta pelo direito das pessoas trans e LGBTQIAPN+ de uma forma geral. Vivendo no século XX, quando os direitos dessas pessoas ainda não eram discussão nem estavam garantidos, sua existência levantou apontamentos sobre direitos civis e sociais.
Nascida em 1928 na Alemanha, foi batizada com o nome masculino Lothar Berfelde. Desde jovem afirmava sentir-se frágil e preponderantemente como do sexo feminino, além de ter interesse por coisas antigas e roupas femininas. Seu pai, por outro lado, membro do Partido Nazista desde a década de 1920, era violento não via com bons
da filha, desejando torná-la um soldado, especialmente como forma de manter sua
masculinidade.
Em 1942, foi forçada pelo pai seu pai a ingressar na Juventude Hitlerista. A convivência
entre eles teve um fim trágico: ela acaba matando o próprio pai. Foi internada em uma
clínica psiquiátrica e depois condenada a quatro anos de detenção por delinquência juvenil antissocial. Com a queda do Terceiro Reich, foi libertada. Mas, mesmo sem os campos de concentração, pessoas trans e homossexuais seguiram enfrentando processos e condenações legais.
Começou a se vestir conforme sua identidade feminina, revendia bens usados e passou a
ser reconhecida com o nome que levou até o final de sua vida: Charlotte von Mahlsdorf,
abandonando o uso do sobrenome de seu pai e optando por uma referência à região de Mahlsdorf, local onde viria a abrir seu museu.
Apaixonada por objetos de coleção desde os 19 anos, montou um acervo de relógios,
roupas, espelhos, aquecedores e aparelhos de som. Em 1960, abriu o museu de objetos de uso cotidiano colecionados a partir de casas bombardeadas durante a Segunda Grande Guerra e, posteriormente, comandou um clube LGBTQIAPN+ no porão do prédio que hoje abriga o museu.
A partir de 1970, vários encontros e celebrações homossexuais da Alemanha Oriental
foram realizadas no museu. Ele foi oficialmente fechado em 1995, quando Charlotte
mudou-se para Porla Brunn, na Suécia, levando consigo vários itens de coleção para um
novo museu, inaugurado em 1997.
Em 2002, durante uma visita a Berlim, Mahlsdorf sofreu um ataque cardíaco e faleceu aos 74 anos. Enterrada no Cemitério Waldfriedhof Mahlsdorf, em sua lápide está escrito seu nome-morto.
FICHA TÉCNICA
Texto: Doug Wright
Direção: Herson Capri
Atuação: Edwin Luisi
Assistente de Direção: Cláudio Andrade
Cenário e Figurino: Marcelo Marques
Iluminação: Aurelio de Simoni
Trilha Sonora: Jerry Marques
Fotos: Lívio Campos
Programação Visual: Lucas Lopes
Produção: Sergio Saboya
Produção Executiva: Cláudio Andrade
Assessoria de Imprensa: À definir
Produção de Parcerias SP: Gerardo Franco
Redes Sociais
@EdwinluisiOficial
@eusouminhapropriamulher





